No Serviço Médico Legal de Linhares os policiais estão tirando dinheiro do bolso para consertar o ar condicionado e até para comprar água mineral. Na falta de policiais, um gari está dirigindo o rabecão. E esses são os menores problemas encontrados pelo Sindipol/ES no SML.

Em 2013, o Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol/ES) inspecionou o Serviço Médico Legal de Linhares e constatou as péssimas condições. Na época, a unidade policial foi até isolada pela Defesa Civil, devido o grande risco de desmoronamento. Só que três anos se passaram e nada mudou. A população e os policiais continuam correndo risco.

Na última terça-feira (17), o Sindicato apurou uma denúncia e constatou novamente o descaso com os policiais civis do norte do Estado. Para solucionar a situação do desmoronamento, a prefeitura local fez um muro de arrimo coberto com cimento. Porém, o muro já apresenta problemas.

Assim como na primeira inspeção sindical realizada em 2013, o SML continua sem nenhuma condição de atender a sociedade. O banheiro está quebrado e apresenta um mau cheiro insuportável. O local utiliza fossas como unidades de tratamento de esgoto. No entanto, a última limpeza foi realizada em outubro do ano passado.

O ar condicionado não funciona e o ventilador está quebrado. Materiais básicos necessários para o exercício da função estão cada vez mais ausentes. Faltam máscaras, colas, envelopes e até mesmo o chamado “Fio Urso”, utilizado para vedar os cadáveres.  Os arquivos são colocados em locais que deveriam servir como alojamentos para os policiais. O piso da unidade apresenta rachaduras e tem mato crescendo nas frestas.

Policiais fazem “vaquinha”

O ar condicionado que refrigera os computadores também apresentou defeitos. Sem resposta do Comando da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança, os policiais civis se reuniram e fizeram uma “vaquinha” para pagar o conserto.  Uma medida extrema para salvar os arquivos guardados nos computadores. Todos seriam perdidos. Além disso tudo, os PC´S tiram do próprio bolso dinheiro para comprar a água mineral do SML.

Na falta de policiais, gari dirige rabecão

Atualmente, o SML de Linhares conta com três auxiliares de perícia e seis médicos legistas. Mas, o grande problema está na falta de policiais para conduzir o veículo da unidade. O carro que recebe o nome de “rabecão” só pode ser dirigido com a carteira de habilitação categorias D ou E. Na falta de policiais, a Prefeitura do município disponibilizou um gari, que hoje é um dos motoristas do rabecão, o que, claramente, caracteriza usurpação de função.

Sindipol/ES segue na luta

O Ministério Público do Trabalho (MPT) constatou a falta de condições no local e possui um processo em aberto. Entidade Sindical legitimamente constituída, o Sindpol/ES vai acompanhar de perto toda situação e seguirá na luta para melhores condições de trabalho para todos policiais civis de Linhares.

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