Até o final de 2016, cinco policiais civis trabalhavam dentro de uma quitinete improvisada como delegacia. Esse é o Distrito Policial de Maruípe. As péssimas condições estruturais e de trabalho encontradas por lá não estão longe das outras unidades inspecionadas pela Diretoria do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES), em trabalho conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

A delegacia, que fica no segundo andar de uma casa pequena e antiga, está com o muro rachando e caindo aos pedaços, continua sem identificação externa e não possui acessibilidade para pessoas com deficiência física.

A população que busca pelos serviços da polícia civil precisa dividir espaço com anexos que vão desde imóveis velhos, bicicletas, eletrodomésticos, aparelhos de televisão até botijas de gás.

Na “sala” de atendimento ao público não tem ventilador e muito menos condicionador de ar. Os policiais e a população sofrem com a alta temperatura nos dias de calor.

Dentro do imóvel foram encontradas as mesmas condições evidenciadas na última inspeção sindical realizada pelo Sindipol/ES em março do último ano: Instalação elétrica precária, fiação exposta, paredes mofadas, infiltrações, janelas com vidros quebrados, sem grades e sem fechaduras!


Policiais civis são verdadeiros heróis em Maruípe           

O quadro de pessoal está muito longe do ideal para atender a demanda gerada pelos bairros de Andorinhas, Bairro da Penha, Bonfim, Engenharia, Eucalipto, Joana D’arc, Maruípe, Itararé, Santa Cecília, Santos Dumont, São Cristóvão, Tabuazeiro e Vila Maria.

À disposição de computadores velhos e fazendo "milagre" com carência de material, apenas um delegado, um escrivão e três investigadores são responsáveis por atenderem as ocorrências de uma região que apresenta altos índices de furtos, roubos e tráfico de drogas. Haja vista o episódio de vandalismo e depredação ocorrido no Bairro da Penha.

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Sindipol/ES...

“Os nossos valorosos policiais civis, ao longo dos anos, trabalham submetidos a inúmeros fatores adversos. As circunstâncias evidenciadas no Distrito Policial de Maruípe retratam a realidade que acomete, majoritariamente, toda a categoria”, disse o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal.

Fazendo um paralelo entre as inspeções sindicais realizadas no início da primeira gestão e atualmente, Jorge Emílio afirma que, em muitos casos, a mudança foi para pior.

“Desse tempo pra cá, não houve nenhuma melhoria significativa. Pelo contrário. Em razão da grande demanda imposta para um pequeno efetivo policial, da falta de concursos públicos, da evasão em virtude do estresse da atividade e de aposentadorias, da falta de valorização do profissional de polícia civil, da falta das mínimas condições de trabalho, das reduções e cortes dos investimentos, dos desvios e usurpação da função policial, da falta de preparo e qualificação continuada, das perseguições, abusos e assédio moral; a somatória de todo esse descaso assola a Instituição e prejudica a sociedade como um todo”, concluiu o presidente do sindicato.

O Sindipol/ES segue na luta pelos direitos, reconhecimento e valorização para toda a categoria policial civil do Estado do Espírito Santo.

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